Fim da Primeira Batalha!!!
Acabou,
Terminou,
Findou,
Foi duro, foi
tenso, foi mais difícil que pensei e que talvez muitos pensaram, mas o primeiro
período da faculdade, do curso de Licenciatura Plena em Computação da UFRPE,
acabou, alguns passaram, vários desistiram, mas quem conseguiu, seja de
primeira, seja usando todos os recursos disponíveis para superar essa barreira
devem estar se sentindo aliviados, ou aliviadas, aliás nem sei, já que apenas
uma chegou até o fim, mas é abnegada e acho que passou e estará conosco no próximo
período.
Queria aqui
fazer uma reflexão desse final, dessa reta final, claro que baseado em tudo que
passamos durante os meses do período, claro que não usarei nomes, nem referências
que possam identificar pessoas aqui nesse texto, mas quem o ler, digo as
pessoas que lerem irão se identificar aqui, mas o importante é que tudo é
lição, tudo é aprendizado e as experiências boas foram massa e as ruins foram
crescimento, fortalecimento, de tudo se pode tirar uma lição e um aprendizado,
vamos lá.
Começamos
nossa jornada com sala cheia, com muitas pessoas, com muitos sonhos, algumas
expectativas erradas, outras com foco e objetivo enfim, éramos muito mais que 6
(poucos entenderão a referência), após a primeira prova da temida Matemática
Discreta vários já ficaram pelo caminho e já adotaram a posição de que aquilo
não era para eles, após a primeira prova de Programação, vários outros
desistiram também, de modo que as aulas foram diminuindo de quórum à olhos
vistos, não sei quantificar mas diminuiu bastante isso é certo. Posso facilmente
separar as 5 cadeiras que tínhamos em: 2 cadeiras hiper difíceis, 1 café com
leite e 2 onde a participação da turma era notória e talvez fossem a válvula de
escape para as outras que tiravam nosso sono.
Os
professores? Bom, os mestres, e aí vou deixar no masculino mesmo para não
diferenciar mesmo e não ser explicito, cada um entenderá e se identificará, bem
como os colegas iram saber. Tivemos professores que tinham a preocupação de
fazer a turma participar, perguntar, questionar, de todos um tinha muita
atenção e consideração com a turma, vai deixar saudade, outros não tinham muita
preocupação em se preparar para as aulas, em buscar soluções que facilitassem a
vida dos alunos, que apesar de muitos estarem fazendo porque não tiveram nota
para BCC e estudavam à noite por obrigação do horário, outros trabalhavam e
faziam das tripas coração para chegar na aula, para estudar, fazer os trabalhos
e etc. claramente algumas cadeiras não foram pensadas, digo preparadas, para
serem ministradas no intuito de fazer o aluno aprender de verdade, com
preocupação de ensinar de verdade, mas apenas para cumprir o plano de ensino, e
ficaram muito aquém no assunto dado em sala de aula, principalmente quando
comparamos com o assunto cobrado na prova. Teve professor que dava muito mais importância
aos formulários a serem preenchidos, ao conteúdo (seguir o plano) a ser visto,
do que preparar aulas interessantes, envolver a turma, ou coisa assim, para mim
(e sei que para muitos) ia dar aula apenas para justificar o salário,
preocupação ZERO, poxa isso é contrário ao que aprendemos em outras matérias,
lemos em outros textos, e discutimos em outras aulas.
Perdemos aulas
porque não tinha energia, não tinha ônibus, não tinha isso não tinha aquilo,
tinha chuva, tinha protesto, etc., etc., mas quando era para facilitar nossa
vida um professor não fazia questão nenhuma disso, não abria uma virgula para
isso. A faculdade até que tem uma boa infraestrutura, usei a biblioteca demais,
usei o RU demais, sempre tive estacionamento, quem precisou sempre teve o
circular, e pelo menos dentro do campus me sentir seguro, sempre tinha um
segurança por perto à noite, já fora da faculdade é o caos, segurança zero,
transito de torar o cocão. Teve noite que levei de carro 45 minutos para sair
da BR101 e entrar no campus, coisa de menos de 1 km é de desesperar, pior que
se tivessem amarelinhos por lá já ajudava, mas aquilo é terra de ninguém a
noite.
Os colegas,
bom, os colegas, tive gratas surpresas, tive algumas decepções, os mais novos
têm mente mais fresca, mais neurônios e alguns me ajudaram, outros me
abandonaram, alguns pude ajudar, outros não, alguns quis ajudar, outros não e a
esses peço perdão, pois apesar de não querer o mal, também não fiz o bem quando
tive oportunidade. Infelizmente passei por descriminação por conta da
experiência que carrego nas costas, aprendi que não vale muita coisa e no próximo
período, guardarei para mim e usarei para mim. Os trabalhos em equipe, não
foram muito diferentes de como foi o ensino fundamental I, pois o nível de
compromisso que tive, não bateram com os de meus colegas e algumas vezes acho
até que fui maldito, digo, queriam me esganar.
Como sempre o
tempo me atormenta, o tempo que não tenho a perder, o tempo que procuro a cada
minuto e segundo usar de forma a crescer pessoalmente, o tempo que me tira o
sono quando outros me fazem perde-lo, quando a doença me faz perder, quando as
nóias me fazem perder, o tempo hoje é meu maior inimigo e atormentador, algo
que preciso dominar quando der e “desnoiar” quando não der.
Espero que no próximo
período as diferenças se desfaçam, os laços se fortaleçam e o tempo seja melhor
aproveitado, vamos lá, esse período tem o tal do cálculo e dos algoritmos,
então o foco e o plano é dedicar desde o início e garantir as notas na primeira
VA, para não passar sufoco novamente.
É isso
pessoal, até o próximo surto de escrever textos. Kkkkkkk. Abraços

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